segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Agronegócio de SC pretende investir R$ 420 milhões em obras no oeste do Estado até o final de 2012

O oeste de Santa Catarina está na mira de grandes investimentos. Entre o segundo semestre deste ano e o final 2012, o agronegócio da região vai somar R$ 420 milhões em obras. Isso, contando apenas os projetos de cinco empresas, que prometem gerar 2,5 mil empregos diretos.
Juntas, as obras ultrapassam em valor o projeto anunciado como o maior do Estado em 2011 – o investimento de US$ 200 milhões (cerca de R$ 370 milhões) da gigante do aço ArcelorMittal na unidade de São Francisco do Sul.
O presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, diz que o valor dos investimentos no Oeste está acima da média histórica da região.
– Santa Catarina vive um de seus melhores momentos no agronegócio.
Na análise do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes, Ricardo Gouvêa, o Brasil está se transformando no grande fornecedor mundial de proteína animal e SC se destaca nesse cenário. Ele lembra que a crise internacional de 2008 levou empresas a suspenderem investimentos. Agora, apesar de uma nova crise na Europa, os projetos são retomados.
– Vamos pôr o pé no acelerador – diz o presidente do Conselho de Administração da BRF, Luiz Furlan.
A retomada dos investimentos dos frigoríficos em SC tem muito a ver com o diferencial sanitário do Estado, o único no país com certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Esse status pode começar a dar novos frutos ainda neste ano. Uma missão do Japão visitou o Estado no início do mês. Em outubro, será a vez do governo do Estado ir ao Japão, com a meta de assinar o sonhado acordo de fornecimento de carne.
Enori Barbieri explica que o Japão é referência na Ásia e na esteira do contrato viriam os mercados da Coreia do Sul e China. Ele diz que há disposição das empresas em fazer plantas só para atender o Japão e que isso traria uma nova onda de investimentos a SC.
Região produz 70% do leite catarinense
Outro fator para a atração de investimentos no Oeste Catarinense é o crescimento da bacia leiteira da região, que responde por 70% da atual produção do Estado.
De acordo com Enori Barbieri, o crescimento está próximo de 15% neste ano.
– Nosso custo é mais barato, pois temos mão de obra familiar, produção à pasto e chuva o ano inteiro – explica, lembrando que o setor está atraindo novos empreendimentos.
Um exemplo disso é o projeto do Laticínios Bela Vista, dono da marca Piracanjuba, que é de Goiás e investiu R$ 35 milhões na unidade de Maravilha (SC), inaugurada neste mês. A indústria tem capacidade de processamento para 450 mil litros por dia. A meta é chegar a 1,5 milhão de litros/dia até 2015.
– Escolhemos estrategicamente Santa Catarina, que hoje conta com uma produção de seis milhões de litros diários – afirma o diretor da empresa, Marcos Helou.
O presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, lembra que as cooperativas e indústrias do setor estão investindo em programas de qualidade e melhoria genética.
– Vacas que produziam quatro litros por dia, hoje produzem oito e devem chegar a 12 litros por dia – compara.
Preço ao produtor também melhorou
Mário Lanznaster acredita que a produção de leite pode dobrar no prazo de cinco anos. O presidente da Aurora diz, ainda, que a entrada das cooperativas na industrialização ajudou a melhorar o preço, que há quatro anos estava entre R$ 0,50 e R$ 60 o litro e, atualmente, está em R$ 0,77, com alguns produtores ganhando até R$ 0,90 por litro.
Em julho, a Aurora Alimentos inaugurou a unidade de laticínio de Pinhalzinho (SC), com capacidade de processamento de 2,2 milhões de litros de leite por dia, incluindo uma torre de produção de leite em pó. O investimento foi de R$ 180 milhões.
O secretário de Agricultura de Santa Catarina, João Rodrigues, anuncia que nos próximos dias o governo do Estado vai lançar um programa de melhoria da qualidade genética do rebanho catarinense, com distribuição de embriões, para aumentar ainda mais a produtividade.
Fonte: Diário Catarinense

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Amazontech oferece 80 vagas de estágio; inscrições abertas até 26/09


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está selecionando estagiários para atuarem no Amazontech 2011, que acontecerá em Palmas entre os dias 18 e 21 de outubro.

Estão sendo oferecidas 80 vagas de estágio. Podem concorrer estudantes de graduação dos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Engenharia Agrícola, Engenharia de Alimentos, Jornalismo, Medicina Veterinária, Pedagogia e Zootecnia, e estudantes dos cursos técnicos de Agronegócio e Eventos.

Os interessados devem enviar até o dia 26/09/2011 seus currículos para o e-mail: fabrizia@brset.com.br. Os candidatos aprovados no processo de seleção atuarão em uma das seguintes atividades: apoio à assessoria de imprensa, Vitrine Tecnológica, estande da Embrapa, Contando Ciência na Web, Portal do Pescado, Nutec Móvel e Sabores da Amazônia. Os aprovados receberão capacitação adequada antes do evento.

Serão oferecidos: certificado de curso de capacitação de 8h e de participação no evento de 20h emitidos pela Embrapa. O Sebrae fornecerá refeição, uniforme e crachá para o evento. 

Jornal O Girassol

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Projeto de lei quer proibir governo de comprar leite importado

BRASÍLIA - O Congresso está se mobilizando para "proteger" o produtor nacional de leite. O representante de subcomissão do leite na Câmara, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), protocolou ontem à noite, um projeto de lei para vedar a aquisição de leite importado pelo governo em concorrências públicas. Com isso, só poderão participar das licitações os produtos nacionais. "Isso inclui compras para merenda escolar, políticas sociais, bolsa família, governo federal. Estamos querendo gerar renda dentro do país e não fora dele", diz o deputado Alceu Moreira.
A lei também diz que em caso de desabastecimento do mercado interno, o produto importado poderá ser adquirido. "O problema é que as licitações só se preocupam com o preço mais baixo. Com isso, os produtores nacionais saem prejudicados em concorrência com produtos vindos, principalmente, do Mercosul", diz Moreira.
O total de importações de leite em pó até agosto atingiu 56 mil toneladas e já superou as 52 mil toneladas do ano passado inteiro. O caso do queijo é semelhante. Foram 21 mil toneladas em 2010, contra 20 mil nos oito primeiros meses deste ano.

Fonte: O Globo

Cartilha: Uso racional da água

Está sendo divulgada a Versão Eletrônica - 2011 da Cartilha: "Uso Racional da Água", desenvolvida através do Programa de Extensão "Água e Gestão de Riscos" da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC- CEO.

A Cartilha é ilustrada e possui diversas informações sobre o tema, apresentando também dicas de economia de água.

Para fazer a leitura, basta acessar a página através do link abaixo e clicar sobre a Cartilha. Utilizando-se os controles do mouse, pode-se ampliar as figuras, o texto e navegar através da Cartilha. Segue abaixo o link para acesso: issuu.com/aguagestaoderiscos/docs/cartilha_eletronica_usoracionaldaagua

Novos estudos garantem: a carne vermelha não faz mal

Comer carne vermelha não faz mal ao coração. Pelo menos o corte magro, sem gordura alguma, quando servido em porções frescas de apenas 150 gramas ao dia. A absolvição do bife acontece depois de longos anos sendo considerado um dos vilões das doenças cardíacas. Estudos recentes, apresentados durante o 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que terminou nesta segunda-feira em Porto Alegre, apontam que a carne vermelha, nas condições citadas acima, não eleva os níveis de colesterol, nem traz riscos à saúde cardiovascular.
O primeiro levantamento de grande porte realizado sobre o assunto analisou dados de 56.000 pessoas. Publicada no fim de 2010 no periódico médico Circulation, a pesquisa dividia a carne vermelha em dois grupos: o corte fresco e o processado. Descobriu-se, então, que os riscos aumentados para doenças cardiovasculares e cerebrais estavam associados a apenas um desses dois grupos: o da carne processada. Segundo Kevin J. Croce, cardiologista da Universidade de Harvard, a carne processada tende a ser preparada com o corte menos saudável, enriquecida com sal (fator de risco para a hipertensão) e nitrito, substância que adia o ranço e estabiliza o sabor e a cor característica. Isso sem contar na gordura presente em algumas carnes processadas, como linguiças, salames e bacons.

Gordura é a vilã - Partindo do resultado da pesquisa de 2010, uma equipe multidisciplinar conduzida por Iran Castro, coordenador de Normatizações e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pesquisador do assunto, acompanhou por seis meses 50 voluntários, divididos em grupos que comiam 150 gramas de carne bovina magra, sem gordura, alimentada com ração ou pastoreio. Todos ingeriam carne fresca (nunca a processada) e uma refeição com baixo teor de colesterol total.

Ao final do estudo, o pesquisador percebeu que, independente de qual era o alimento fornecido ao animal - ração ou pasto -, não houve alteração nos níveis de colesterol do voluntário. "O trabalho mostra que quando não há gordura fora ou no interior da carne, e ela é consumida nessa proporção específica, não há risco ao coração", diz Castro. Isso significa que, independente da maneira como o gado é criado, o importante é que não haja gordura em seu interior.

Mas nem por isso a carne vermelha pode ser comparada à carne de peixe, por exemplo. Por um motivo básico: os estudos mostraram que a carne vermelha não faz mal, mas também não agrega benefícios ao coração. Ou seja, ela é neutra. Já a carne de peixe, segundo estudos, teria um efeito protetor, por causa de substâncias como o ômega-3. É importante ainda que se prepare a carne vermelha de maneira adequada. A indicação dos especialistas é o grelhado, já que assim ela é feita sem gordura.

Exageros - Segundo Croce, as pesquisas realizadas até hoje não indicam quais são os riscos exatos do consumo de mais de 150 gramas de carne vermelha por dia. "É difícil saber o que poderia acontecer com o acúmulo de porções. Não temos evidências suficientes para contra-indicar o consumo de até uma porção por dia", diz. Pacientes que já têm colesterol elevado, no entanto, precisam ficar atentos, uma vez que ainda também não foram realizadas pesquisas para pessoas com esse perfil. "Acredito que, se consumida com moderação, a carne vermelha não deve representar um risco para eles", diz. Mas o especialista acrescenta: se o consumo for rotineiro, a provável que as taxas de colesterol do paciente não baixem.

Criação do gado - De acordo com José Fernando Piva Lobato, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a maneira como o gado é criado pode interferir diretamente no teor de gordura final da carne. Em criações extensas, onde o animal pasta, o peso da carcaça no abate é de, em média, 220 quilos. Já naqueles animais criados de maneira intensiva, alimentados com ração para uma engorda rápida e elevada, o peso da carcaça chega, em média, a 350 quilos. No primeiro grupo, a presença de gordura intramuscular é de cerca de 18% - no segundo, de até 30%.

Essa gordura no meio das fibras do músculo, chamada marmoreio, é tão prejudicial quanto a gordura externa da carne - e quase impossível de separar na hora do preparo. "A carne sem marmoreio tem menos colesterol, porque não há gordura sendo consumida", diz. Segundo Lobato, no Brasil 98% do gado é criado de maneira extensiva, solto no pasto - e, assim, com menos chances de ter marmoreio. "O marmoreio acontece quando o gado engorda de maneira rápida, como na criação intensiva, ou de maneira tardia", diz Lobato. Ele aponta ainda que a carne vermelha, pura, sem gordura, tem apenas 1% a mais de gordura saturada do que a carne de frango sem a pele.

Fonte: Adaptado de BeefPoint 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Paraguai deve perder US$ 300 milhões com foco de aftosa

Segundo a Câmara Paraguaia da Carne, a suspensão das exportações de carne do Paraguai deve gerar uma perda entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões. A notícia é um golpe para um setor que duplicou o volume de exportações nos últimos seis anos e esperava um novo recorde para este ano. Em 2010, o Paraguai exportou 170 mil toneladas do produto. No primeiro quadrimestre deste ano, foram 57 mil, segundo dados oficiais.

O foco de aftosa no Paraguai afeta as brasileiras JBS e Minerva, que têm unidades no país. A JBS S.A. informou ontem que, diante da suspensão das exportações do Paraguai, toda a carne bovina produzida pela companhia no país será destinada ao mercado paraguaio.

As exportações que a JBS faz a partir de suas duas plantas no Paraguai serão atendidas por unidades de outros países, informou a JBS, acrescentado que as vendas dessas unidades representam menos de 1% de sua receita global.

Já o Minerva decidiu suspender o abate de bovinos de sua unidade no Paraguai "até que a situação seja esclarecida e neutralizada". Segundo a empresa, o Paraguai representa 5% de seu faturamento total, e a paralisação "pouco afetará a receita". A razão é que a empresa pode atender contratos de vendas a partir de outras unidades.

Fonte: BeefPoint